quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

ANA

Ana.
Ana, é impossível voltar.
Esta tua vontade, sim: insana!
Ah, Ana,
já teve a audácia de violar o arame farpado,
aquele que diz: não passe, não rale.
Tantas vezes Ana, cavucou a terra na procura
profana do diabo, a quem daria a mão.
Fez os ovos cairem no bonde,
como quem quebra almas frágeis.
A culpa é sua.
Quis amar irmão,
quis ter pacto,
quis ser o que nunca foi.
Profana!
Você é o dêmonio,
peste que prova barata.
Não Ana, estou errado,
você queria mesmo é a alma do outro,
quer plasma,
você é gata comungando a placenta,
é cadela no cio.
Ana, por quê?
Não faça isso.
Poderia amar teu irmão.
Poderia ocupar a cadeira da mesa,
aqui de casa.
Mas, não!
Você quer o errado.
O câncer na pele.
O solo infértil.
Outra?
Outra como ti.
Outra contigo?
Como outra?
Seus lábios vermelhos.
Intenso.
Contudo, quer violar o útero.
Não aceito seu modo de ser.
Carrega uma Lispector em seu ser.
É isso,
Eu não deveria te deixar ler esta mulher,
desde então quis beijar o proibido.
É o proibido.
Você enfrentou a bíblia.
Herege.
Fogonão te queima, Ana.
Seu Homoerostismo vulgar,
Cruel.
Cravou em mim, o quê?
Gota d`água.
Voce veio para ser: separação.
Não quer regra.
Um dia... perde o que tem ganhado.
O pior de tudo
é ter coragem , Ana.

Um comentário:

  1. E vejo que em Johnny tudo é como dever ser, sem amarras e tonterias; sendo nós, os melhores da nossa espécie, temos de ser sem medo. Com Johnny a vida é como é - linda...
    Linda com tudo!
    Obrigado

    Gustavo Pilizari

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