terça-feira, 6 de janeiro de 2009

A Solidão da Névoa




E só, servi-me da névoa envolta à pálida pele...
E fiz da bruma minha pele...
Nú, caminhei ao encontro do mar...
Deitado em pedras, respirei a vida...
Senti a molhada terra salgada, a cheiro de embarcação de peixe largada...
E ali fiquei...
E das farfalhadas dos galhos, chorei...

3 comentários:

  1. Senti uma certa angústia ao ler isso...
    Bom texto.

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  2. Tenho vivido dias de farfalhar dos galhos.
    Provado, pela manhã, o orvalho salgado do mseu ser.
    Sou os destroços - os peixes largados sem importância.
    sou a foto que posta, Gustavo.
    Muito obrigado

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  3. Olá, johnny, só agora tive tempo de agradecer a sua visita - que me tocou muito - lá no meu "nenhum lugar".

    As palavras nos tocam quando parece que poderiam ter sido ditas por nós, sentidas por nós. Fico contente de ter lhe provocado esta sensação!

    E vc não deve esquecer o que vc mesmo disse: "a solidão é uma companheira bastante larga". Eu acredito enormemente numa solidão que nos faz crescer, ir além de nós mesmos!

    Um grande abraço.

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